16 setembro 2012

DECLARAÇÃO aos PORTUGUESES

Miguel Mattos Chaves
Caros Portugueses,

Todos sabemos que vivemos tempos conturbados, difíceis, fruto dos Erros cometidos pelos vários Governos desde 1985.

Os sucessivos Governos, com a desculpa de captarem eleitorado, com a desculpa do Voto Útil (PS e PSD) que só é útil para os mesmos e para a sua clientela política, têm desbaratado os Recursos Financeiros da Nação portuguesa, fazendo rotundas, fontanários, pavilhões gino desportivos (em zonas desertas), comprando frotas automóveis, fazendo estradas e auto-estradas onde ninguém passa, vendendo património rentável a interesses das suas clientelas políticas, com prejuízo para a Comunidade Nacional, contratando assessores a mais, contratando escritórios de advogados e de economistas (quando o Estado tem no seu seio Advogados e Economistas que cheguem) pagos acima do razoável, abrindo Institutos e Empresas Públicas, cuja maioria se destina apenas a satisfazer a sua clientela política sem critérios de competência ou de utilidade, etc.. etc... etc..

Os sucessivos Governos, com os Governos do Prof Dr. Cavaco Silva à cabeça (1985/1995), adoptaram uma Estratégia Errada para o País, destruindo a Indústria, as Pescas e a Agricultura em favor dos Serviços, destruindo assim (para satisfazer Modas Teóricas e Livrescas) o Emprego Estrutural de Portugal.

Destruindo assim a Criação sustentável de Produção de Riqueza e hipotecando o País para muitas décadas.

O CDS-PP, teve desde os anos de 1980, uma readequação teórica, programática e de valores, que lhe valeram, a partir de 1995, uma subida na simpatia popular, e uma crescente adesão dos Portugueses, embora insuficiente para Governar só com o seu Programa e Valores.

Adesão que vinha a subir desde 2007 e que se consubstanciou na Eleição de um Grupo Parlamentar de 24 Deputados.

E essa adesão advinha, do seu Programa que tinha ideias-força às quais os portugueses aderiram:
(1) A necessidade de se descerem Impostos;
(2) a necessidade de o Estado acabar com as "gorduras" do mesmo;
(3) a necessidade de requalificar a Educação e Formação dos Portugueses; etc.. etc.. etc...

E só não foi Governo sózinho, porque os Portugueses continuam a Votar, clubisticamente. Isto é, sou do PSD ou do PS, "...este é o meu "CLUBE"" , não lhes interessando se acreditavam ou não nos projectos e ATITUDES que estes partidos tomam, quando na posse do Poder Delegado da Nação, pelo Voto.

MAS ... o CDS tinha Alternativas:
(1) Formalizar um Acordo de Incidência Parlamentar, recusando os pretensos "remédios e inevitabilidades" do PSD para o País e aprovando os que se revelassem adequados;
(2) Formalizar uma Coligação Governamental, em que, como Partido Minoritário, já se sabia de antemão, que teria de "engolir" quase tudo o que o PSD quisesse !

Foi decidido pela actual Direcção, que a segunda hipótese seria a melhor !
(esta opção motivou o meu Pedido de Demissão da Membro da Comissão Política Nacional, de Conselheiro Nacional e de Secretário-Gerla Adj).

Desde muito cedo que se verificou que eu tinha razão.

O PSD foi adoptando medidas absurdas, muito para além do exigível pelo BCE, FMI e UE, pedindo Sacrifícios Desmesurados a parte dos Portugueses e que agora desembocou na Proposta de Medidas que, a serem adoptadas, atirarão o País para a Pobreza por muitas Décadas. Deixando de fora os Causadores da presente Crise, (Bancos e Sistema Financeiro) e Penalizando partes da Sociedade fragilizadas, como os Reformados e Pensionistas, revelando uma ABSOLUTA FALTA de ÈTICA e de VALORES HUMANOS, incompatíveis com os Valores da DEMOCRACIA-CRISTÃ e com os Valores da Direita Conservadora.

Nesta ocasião o CDS só poderia ter UMA de DUAS posições:
(1) Romper a Coligação Governamental e continuar a Coligação Parlamentar;
(2) Tentar Inverter as Medidas do PSD, no seio do Governo, até ao Orçamento Geral do Estado.

Seguiu esta segunda Opção !
Se eu fosse Presidente do CDS-PP, Não seria a minha, pois não acredito no Dr. Passos Coelho, nem no Dr. Victor Gaspar, pessoas que NUNCA trabalharam em empresas, no dia a dia, e que NÃO tÊM qualquer experiência do dia a dia do Mundo do Trabalho.

O CDS procedeu calculadamente, tentando minimizar prejuízos. MAS .... só tem até à apresentação do Orçamento Geral do Estado para 2013.

Porquê? Porque SE o PSD não recuar e insistir na TSU, na Retirada dos 13º e 14º meses, o CDS TEM QUE ROMPER a COLIGAÇÃO GOVERNAMENTAL e passar à Coligação Parlamentar.

Vamos ver... VOU ESTAR MUITO ATENTO ao desenrolar destas Negociações no seio do Governo.

Para mim, os PORTUGUESES e PORTUGAL estão acima dos Partidos !
E o Bem Estar destes, são PRIMORDIAIS na minha ACÇÃO e no meu PENSAMENTO político e social.

Dou, assim, um benefício da dúvida, por 15 dias ao Dr. Paulo Portas, até ao OGE, para que as Medidas de sobrecarga dos Portugueses SEJAM ELIMINADAS e substituídas por Medidas de Eliminação de Gorduras do Estado, a que já me referi em VÁRIOS ARTIGOS aqui publicados.
CASO TAL NÃO ACONTEÇA, passarei à OPOSIÇÃO INTERNA e à LUTA pela mudança de Direcção do CDS-PP !

Melhores cumprimentos para todos e um abraço
Miguel mattos Chaves
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