22 julho 2014

BRIC's e BANCO de FOMENTO - a Hesitação de Portugal

REFLEXÃO:  a HESITAÇÃO de PORTUGAL - a FALTA de OBJECTIVOS NACIONAIS

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1 - o AVANÇO dos BRIC'S (Brasil, Rússia, Índia, China a que se junta a Africa do Sul);

 2 - o BANCO de FOMENTO e o que deveria ser o seu Verdadeiro papel;

 3 - Portugal fica para trás e mais uma vez subordinado a interesses do Sistema Financeiro da UE, com prejuízo próprio;

 4 - A preocupante e continuada falta de Visão dos Governantes Portugueses;
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Meus Amigos e Leitores,

 1 - estes países (os BRIC´s) perceberam que com o FMI e outras instituições financeiras internacionais não conseguem levar os seus países aos níveis de Industrialização e Desenvolvimento que pretendem e de que necessitam.

Assim e face ao quadro do Sistema Financeiro Internacional, ineficaz, decidiram criar um BANCO de DESENVOLVIMENTO, entre eles ESTADOS.

 Devia fazer reflectir os NOSSOS Governantes.

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2- De há muito que venho defendendo a criação de um BANCO destes em Portugal, como forma de fazer crescer o número de empresas, de empregos e de riqueza nacional.

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Aqui relembro parte da minha proposta:

 2.1 - em Setembro de 2008 entreguei a seguinte Proposta ao Sr. Presidente do CDS-PP, actual Vice-1º Ministro;

 Em Setembro de 2011 escrevi esta mesma Proposta aos Srs. Ministros das Finanças e da Economia.
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 ..... na alínea 7. MECANISMOS SUPLETIVOS DE APOIO á INDÚSTRIA por parte do Estado

 Em consequência deste panorama real, (mas convenientemente ausente dos discursos políticos) proponho, neste documento, a criação de Mecanismos de apoio ao surgimento de Novas Empresas e a Criação de MECANISMOS SUPLETIVOS de APOIO á INDÚSTRIA, de capitais públicos, (dada a falta de visão e a ausência de interesse por parte dos privados).

 

 APOIO a NOVOS PROJECTOS de INVESTIMENTO INDUSTRIAIS

 De origem nacional

 (A) Devido ao conhecimento e reconhecimento comprovado e indesmentível de que o Sector Financeiro Privado português é avesso á tomada de risco em investimentos de médio e longo prazos, no sector industrial;

 (B) Devido ao conhecimento e reconhecimento comprovado e indesmentível de que o sector financeiro privado português é avesso á tomada de risco em investimentos em “Start-Ups”, isto é na criação de novas empresas, em que os proponentes não possuem recursos financeiros para os construir e sedimentar;

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 (C) proponho que:

 1 - O Estado deveria tomar o papel de liderança na área do apoio a Novos Investimentos em Pequenas e Médias Empresas Industriais, sem nenhuns complexos, através

- Da criação de um Banco de Fomento Nacional, que poderia hoje ter a denominação (dados os complexos idiotas de alguns) de Banco de Desenvolvimento Português ou Banco da Industrialização de Portugal.

 Essa Instituição Financeira deveria ter as seguintes Características:

- Capitais 100% Públicos

– Funcionaria como Banco de Análise/Correcção/Implementação de Novos Projectos Industriais;

- Funcionaria como Banco de apoio efectivo, na empresa criada, nomeadamente nas áreas da organização e gestão dos novos empreendimentos, durante o período em que o empréstimo estivesse em vigor; Isto é a nova empresa industrial financiada teria o acompanhamento de gestores (nomeados pelo banco para acompanhar e ajudar no nascimento da empresa e criar as condições do seu fortalecimento) para as áreas sensíveis (Estratégia, recursos humanos, organização e planeamento da produção, financeira e comercial);

- Após o projecto estar em condições verificadas de funcionar por si próprio e estar reconhecidamente sólido no plano da produção industrial, e nos planos económico, financeiro e comercial, o Banco retirar-se-ia do apoio á gestão.

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 Fonte de Financiamento do Banco

– Orçamento Geral do Estado;

 - Mercado financeiro nacional e internacional, com o aval do Estado;

- Remuneração dos empréstimos concedidos;

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 Esta é uma medida fundamental, simples, e de efeitos benéficos para:

- a renovação industrial do País;

- a criação de emprego;

- a fixação de jovens e seniores, com boas ideias, bons projectos, mas sem dinheiro para os fazer nascer;

- para a criação de riqueza;

- para a regulação dos preços do dinheiro no mercado empresarial;

- para o desenvolvimento sustentado do País.

 Foi um instrumento poderoso de industrialização. Poderá e deverá ser novamente posto em marcha, dada a falta de vocação da Banca Privada.

 É tempo de se acabar com complexos sem sentido,

 E aproveitar algumas boas lições do passado, que permitiram a Industrialização do País."......

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 Caíu em "saco roto". O que está previsto é uma agência de "governo" de fundos comunitários.

 Fica adiado a criação de um mecanismo eficaz de criação de riqueza pois os Bancos Privados portugueses e os Economistas do Regime não querem este banco.

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 3 - Assim Portugal fica, mais uma vez, para trás e mais uma vez subordinado a interesses do Sistema Financeiro da UE, com prejuízo próprio;

 3.1 - Porque não aliar-se aos BRIC´S neste projecto ?

 3.2 - Porque não criar um BANCO da CPLP de Desenvolvimento ?

 3.3 - Porque não criar o que tenho proposto ?

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 4 - A preocupante e continuada falta de Visão dos Governantes Portugueses dá nisto: corremos o risco, (por falta de apoios reais a novos investimentos de raíz, (novas empresas, novos produtos para novos mercados), de nunca sairmos do nível de país remediado.

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 Á VOSSA REFLEXÃO e COMENTÁRIOS

 Melhores cumprimentos

 Miguel Mattos Chaves
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