25 julho 2014

(Comentário: Nº 2) - PORTUGAL – CPLP – GUINÉ EQUATORIAL – NOVOS ACTORES

PORTUGAL – CPLP – GUINÉ EQUATORIAL – NOVOS ACTORES
(Comentário: Nº 2)

Meus Prezados amigos e leitores.
Até agora a CPLP era um "nado morto" por culpa de Portugal (autor da ideia).
Na Fundação o Brasil entrou com 600 mil contos. Portug...al com pouco mais de 50 mil.
Os nossos governantes (PS e PSD) estavam e estão obcecados com a UE.
Esquecem-se que um País é Independente SE e só SE tiver várias dependências.
Isto é, vários Blocos ou Países de quem depende.
Depender de UM SÓ BLOCO a UE torna-nos internacionalmente irrelevantes e com um Estado de Soberania Limitada.
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Por mim, não quero essa situação.
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A CPLP, tenho-o defendido há muitos anos, deve tornar-se num Bloco Forte, que possibilite a Portugal ter uma Política Externa de Alianças diversificadas, logo ... Independente.
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No Sistema Internacional NUNCA pode haver "estados de alma".
Há Relevância ou Irrelevância.
Há Poder ou há Submissão.
As Nações Não Têm Amigos ... Defendem Interesses"
é um velho axioma das Relações Internacionais.
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Assim, se se está a formar um Bloco de "produtores de petróleo" (Brasil, Angola, Timor, S. Tomé e Príncipe e agora Guiné Equatorial), e se este Bloco se está a fortalecer a partir da Matriz dos Países de Língua Oficial Portuguesa, por mim vejo-o com bons olhos.
Portugal ganhará uma força internacional superior.
Porquê ?
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Porque:
- será o "representante" deste Bloco na UE;
- Porque será o "representante" da UE junto deste Bloco.
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Ou seja será Relevante e ouvido com outra atenção.
Saibam os Governantes Portugueses aproveitar este factor de Poder Internacional.
Vamos ver.
Essa e esta é a minha grande dúvida.
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Não é por acaso que países como o Japão e a Turquia, para não falar de outros, requereram já o Estatuto de Observadores, ou seja, o estatuto de futuros membros de Pleno Direito da CPLP.
Querem alienar a sua excessiva dependência dos EUA, China, UE.
Querem Diversificar as suas dependências e através disso, adquirir uma voz mais forte no Sistema Internacional.
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Muito mais tenho para dizer mas não os quero maçar. Em oportunidade futura (Conferências da Europa) em Setembro/Outubro terei todo o gosto em expor melhor e mais profundamente o meu ponto de vista da Estratégia de Política Externa que Portugal deverá prosseguir.

Um abraço a todos
Miguel Mattos Chaves
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