04 janeiro 2016

Em consequência do panorama real da economia portuguesa....

O Banco de Fomento – para quando?
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Em consequência do panorama real da economia portuguesa tenho vindo a propor a criação de mecanismos de apoio ao surgimento de novas empresas industriais e a criação de mecanismos supletivos de apoio á indústria, de capitais públicos, dada a falta de visão e a ausência de interesse por parte dos privados.
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Devido ao conhecimento e reconhecimento comprovado e indesmentível de que o Sector Financeiro Privado português é avesso á tomada de risco em investimentos de médio e longo prazo, no sector industrial;
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Devido ao conhecimento e reconhecimento comprovado e indesmentível de que o sector financeiro privado português é avesso á tomada de risco em investimentos que originem a criação de novas empresas industriais, em que os proponentes não possuem recursos financeiros para os construir e sedimentar;
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Tenho vindo a propor que:
1 - O Estado deveria tomar o papel de liderança na área do apoio a Novos Investimentos em Pequenas e Médias Empresas Industriais, sem nenhuns complexos, através da criação de um Banco de Fomento Nacional, que poderia hoje ter a denominação de Banco de Desenvolvimento Português ou Banco da Industrialização de Portugal.
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2- As características dessa instituição, tantas vezes anunciada e nunca concretizada seriam, não as que forma anunciadas pelo anterior Governo mas sim, as seguintes:
• Capitais 100% Públicos;
• Funcionaria como Banco de Análise/Correcção/Implementação de Novos Projectos Industriais;
• Funcionaria como Banco de apoio efectivo, na empresa criada, nomeadamente nas áreas da organização e gestão dos novos empreendimentos, durante o período em que o empréstimo estivesse em vigor; Isto é a nova empresa industrial teria o acompanhamento de gestores (nomeados pelo banco para acompanhar e ajudar no nascimento da empresa e criar as condições do seu fortalecimento) para as áreas sensíveis (Estratégia, recursos humanos, organização e planeamento da produção, financeira e comercial);
• Após o projecto estar em condições verificadas de funcionar por si próprio e estar reconhecidamente sólido no plano da produção industrial, e nos planos económico, financeiro e comercial, o Banco retirar-se-ia do apoio á gestão.
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3 -Fonte de Financiamento do Banco
• Orçamento Geral do Estado;
• Mercado financeiro nacional e internacional, com o aval do Estado;
• Remuneração dos empréstimos concedidos;
• Fundos comunitários.
Esta é uma medida fundamental, simples, e de efeitos benéficos para:
• A renovação industrial do País;
• A criação de emprego;
• A fixação de jovens e seniores, com boas ideias, bons projectos, mas sem dinheiro para os fazer nascer;
• Para a criação de riqueza;
• Para a regulação dos preços do dinheiro no mercado empresarial;
• Para o desenvolvimento sustentado do País.
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Foi um instrumento poderoso de industrialização de Portugal na década de 1960.. Poderá e deverá ser novamente posto em marcha, dada a clara falta de vocação e de interesse por parte da Banca Privada;
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É tempo de se acabar com complexos sem sentido;
É tempo de se acabar com complexos bacocos, e aproveitar algumas boas lições do passado, que permitiram a Industrialização do País.
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Desde 1998 que o venho a propor públicamente.
Temo que o novo projecto, com outro nome, que estava previsto funcionar a partir de Novembro de 2015, não venha a cumprir o espírito acima descrito. ...
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Se assim for será mais um mau serviço que se presta à Economia Portuguesa, que todos dizem querer melhorar, mas que nada fazem para o concretizar.
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É sabido que um novo banco com estas características ofende alguns dos interesses instalados sobretudo os de um sector financeiro meramente especulativo, como o instalado em Portugal.
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Mas Portugal:
- precisa de Novos Empresários Industriais;
- precisa de mais emprego estável, qualificado;
- precisa de mais riqueza que a indústria ajuda a criar, de forma mais sustentada que outros sectores.
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E estes desiginios nacionais, estão acima de quaisquer outros de indole particular.
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Aguardemos para ver.
Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
Gestor de empresas
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
Auditor de Defesa Nacional
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