13 dezembro 2016

REFLEXÃO - Sair ou Ficar no EURO?

1.- Sair do Euro? Sim ou Não?
2.- O que gostaria que os Portugueses fizessem!

1.- Reflexões sobre a saída ou não do Euro:

Por exemplo, quando entrámos para o Euro, o café aumentou (em 24 horas) de 50 escudos para 100 escudos; No dia 31 de Dezembro custava 50$00, no dia 1 de Janeiro passou a custar 50 cêntimos, ou seja 100$00.
Da mesma forma um bolo aumentou de 70 escudos, para 200 escudos (1 euro);

Estes foram, apenas uma parte ínfima, os Custos de Entrada no Euro.
Esta foi, apenas uma parte ínfima, da perda de poder de Compra dos Portugueses, com a Entrada dos Portugueses no Euro.

Qual o problema agora de sair? ´
Custos de saída!... sim senhor.. e daí?
Serão Maiores ou Menores, do que a entrada para o Euro?

E se pudermos proceder a desvalorizações concorrênciais da nova moeda (escudo), iremos ou não ganhar mais exportações e, em consequência, mais receitas para Portugal?

Iremos ou não voltar a produzir controladamente moeda, para fazer face aos nossos custos?
Iremos ou não produzir mais em Portugal, pois passa a ser rentável fazê-lo, nomeadamente para as empresas multinacionais, mas também para as empresas nacionais?

A resposta de vários renomados analistas internacionais, e a minha própria, é que sim.
Mas cara Leitora, ou caro Leitor, não há como V.Exª pensar também nisto!

Óbviamente para sair do euro, algumas condições têm que ser preenchidas.

Em primeiro lugar, a taxa de câmbio, do novo escudo face ao Euro (se ele subsistir) e face ao Dólar, terá que ser devidamente negociada.
Tal não aconteceu na entrada para o euro.
Tão simples quanto isto.

Em segundo lugar, a saída do euro não implica a saída da União Europeia.
Implica sim o regresso de Portugal ao Sistema monetário Europeu, onde as margens de flutuação câmbial variam entre os mais 15 ou menos 15%. SME onde estão todos os países da União que não pertencem ao Euro.
….
A curto prazo poderá haver alguma perda de poder de compra das pessoas e do Estado, face aos produtos a importar, e apenas nestes.

Mas a 2 anos, ou 3 anos, ganharemos e muito:
- Em competitividade...
- Em poder de compra...
- Em Reactivação das unidades produtivas agrícolas e industriais nacionais, para substituir importações
- Em crescimento do emprego...
- Em crescimento do PIB...
- Em pagamento da Divida Externa...
etc...

2.- O que gostaria que os Portugueses fizessem!

O Povo Português precisa de verdadeiras élites, aquelas que juntam o pensamento á acção. Adere e é motivável por grandes projectos. Falta quem os motive!

O que é necessário é que apareçam pessoas que pensem o país, que tenham projectos credíveis para Portugal, que sejam capazes de motivar as pessoas a passarem das palavras à operacionalização destas.

O que é necessário é que os Portugueses que querem para si um País mais moderno e próspero, e que querem deixar um País melhor aos seus filhos e netos, apoiem novas personalidades que surjam no sistema político, a exemplo do que os habitantes do Porto fizeram com o Dr. Rui Moreira, que tão bons resultados tem tido para esta cidade.

Nessa cidade são os partidos a andar atrás do Dr. Rui Moreira e não ele a filiar-se em nenhum deles. Um bom exemplo para o que os portugueses devem fazer.

É preciso também que os Portugueses deixem de ler apenas os “jornais do regime liberal” que, infelizmente cada vez menos falam ou escrevem a Verdade, e passem a acreditar mais em si próprios e nas suas próprias opiniões.

É preciso que passem a acreditar apenas em quem lhes mereça confiança e não apenas porque determinada pessoa passou a ser dirigente de um partido. Ou seja, têm que ser mais exigentes.

Muito menos nos ECONOMISTAS e JORNALISTAS do REGIME que defendem interesses, nem sempre claros, e façam as suas próprias contas!

São estas as Reflexões e são estes os desafios que deixo a todos Vós, Caras e Caros Leitores, no início desta quadra natalícia.

Portugal precisa de Vós como cidadãos Activos;
Portugal precisa de Vós como Agentes de Mudança.

Todos, mas Todos, Devemos isso, em Agradecimento, aos nossos Antepassados que construíram Portugal.

Melhores Cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
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