09 abril 2015

a EUROPA continua no INTERVALO ?

 - a CIMEIRA GRECO/RUSSA
1) A Cimeira Grécia/Rússia, na minha opinião, não foi inócua.
Na verdade com o acordo, assinado, com a Rússia, a Grécia, fica como parte importante do controlo da energia, na Europa! ...
Tal facto não é de somenos importância e poderá ser um primeiro passo para algo de mais profundo.
O que é realmente importante é sempre discutido longe das camaras de TV e longe dos jornalistas, como bem sabem.
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2) O Futuro do Euro, e até da União Europeia, está a jogar-se, em torno da Grécia! Se a U.E., leia-se Alemanha, persistir no “braço de ferro “ e continuar inflexível para com este País temo que as negociações se rompam e isso crie de facto “o inimigo comum” que ajuda, sempre ajudou, nas Relações Internacionais à formação de blocos antagónicos.
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E mesmo sem sair do Euro ou da União Europeia a Grécia poderá provocar muitos estragos, a saber:
a) Usar o seu direito de Veto nas sanções à Rússia, dado o seu comércio externo valer mais de 10 mil milhões com este país;
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b) Passar a bloquear através do mesmo instrumento todas as decisões da União que considere ofenderem os interesses gregos.
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Se assim for, a União ficará com um problema muito grave que poderá desembocar na sua dissolução, como já o referi em vários escritos.

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3) No que reporta à posição portuguesa e como nota final, e perdoem-me a imodéstia, se seu fosse 1º Ministro de Portugal o que teria feito, seria o tentar efectuar todas as diligências necessárias, (numa 1ª fase através do nosso Corpo Diplomático e numa 2ª fase através da Diplomacia directa), conquistar uma posição de Mediador do Conflito (U.E./Grécia) opondo à palavra da força, a Força da Palavra (como bem tem dito o Prof. Adriano Moreira) tentando que ambas as partes chegassem a uma posição de acordo, em que ninguém perdesse totalmente a face.
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Um médio país como o nosso, excêntrico face ao centro da Europa, mas no Centro do Mundo do Atlântico, tem capacidade e força para tal.
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Bastaria termos dirigentes/governantes esclarecidos, com noções básicas de geopolítica e geoestratégia, e com Vontade Política suficiente para levar a cabo tal empresa.
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Não foi assim e infelizmente estamos, ou continuamos, num quadro de irrelevância total.
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Mas creio que, ao contrário de muitas opiniões, ainda estamos (U.E. e Grécia) no “adro” das negociações e que ainda se poderá atingir um acordo, mesmo sem a nossa intervenção, o que lamento.
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Se assim não for, se não se encontrar uma plataforma de entendimento razoável, creio bem que não haverá vencedores e todos perderão – a União e a Grécia.
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Veremos até Junho do corrente ano a marcha dos acontecimentos.
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Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
 
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