28 abril 2015

COLIGAÇÃO de QUÊ?
de Sociais-Democratas (com tendências Liberais)
com
Democratas-Cristãos e Direita Conservadora?
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Pediram-me, algumas pessoas, um comentário sobre a anunciada coligação pré-eleitoral entre o PSD e o CDS-PP.
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Vou tentar ser sintético.
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Numa Democracia evoluída discutem-se Valores, Modelos de Sociedade e Visão para o País e suas consequências consubstanciadas em Programas de Acção que as diversas forças concorrentes apresentam aos Cidadãos-Eleitores de forma a habilitá-los a escolherem racionalmente e em consciência o programa em que mais acreditam ou com o qual mais se identificam.
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Numa Democracia evoluída essas Propostas são veiculadas e transmitidas por Partidos e seus Dirigentes por todos os meios ao seu alcance.

Posto isto:
1.)- Sempre vi com alguma dificuldade o “casamento” entre Valores, Modelos de Sociedade e Visão para o País e subsequentes Programas de Acção (Medidas) de partidos diferentes;

2.)- Isto porque se os Partidos são realmente diferentes, um anúncio de Valores-Guia Comuns, um Projecto de Modelo de Sociedade Comum entre eles, e um Programa de Medidas Comum para o País, exigiria um trabalho aturado de encontrar os Mínimos Denominadores Comuns entre eles e o anúncio público dessas diferenças e do Acordo encontrado.
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Na verdade a Social-Democracia (mesmo que na sua versão recente liberal) do PSD, pouco tem a ver com a Direita Conservadora e com a Democracia-Cristã do CDS-PP.

Não vou agora maçar com as diferenças evidentes existentes entre os dois Modelos, limitando-me a reconduzir quem me lê, para as NOTAS que publiquei sobre essas diferenças, por diversas formas e inclusivé por aqui no Facebook e que se encontram disponíveis na minha página.
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Direi apenas que são suficientemente importantes para serem postas em comum, a não ser através de um processo muito transparente de estudo e divulgação das suas conclusões.

Não sendo assim, sou levado a crer que se trata apenas e só de um projecto de ocupação do Poder, numa tentativa desesperada de o manter, no caso presente e em análise.

Ora isso, a mim, não me motiva de todo.

Ora isso, para mim, trata-se, mais uma vez, de tratar de “questões de mercearia”, de trocas de lugares, de tratar de obediências cegas ao exterior, sem ter em conta os pontos de partida Programáticos, Ideológicos e de Visão para o País, próprias de cada um dos intervenientes.

Resulta do acima dito que é, para mim, um serviço pobre a Portugal e aos Portugueses ao qual não adiro e no qual não poderei depositar, em consciência, o meu voto.

Assim, repito o que sempre tenho dito e afirmado:
Acima dos partidos está Portugal;
Em 2º lugar vêm os diversos Modelos de Sociedade e subsequentes questões, a propor;
Em 3º lugar os Partidos, com diferentes Valores, Modelos de Sociedade e Visão para o País e subsequentes Programas de Acção (Medidas) de partidos diferentes, Portugal.

Com tudo isto em mente, os Portugueses poderiam ganhar pela Alternativa que os mesmos representam;
Com essas diferentes posturas de Servir Portugal e os Portugueses, possibilitariam que as escolhas fossem claras e responsabilizassem toda a Comunidade Nacional;

Não sendo assim, apenas temos uma “Democracia Deficiente”, pois apenas mudam as pessoas e os lugares que elas ocupam e isso Não É Servir Portugal. É servir apenas alguns próximos dos directórios partidários.
Manifestamente para mim é pouco e não me motiva nada.
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E esta Coligação, pelo menos até agora (espero enganar-me) nada apresentou das condições que acima coloco e que resumirei:
- Qual o ponto de acordo e quais os pontos de desacordo em favor do acordado?;
- Qual a Estratégia (Objectivos, obstáculos e formas de os tornear, meios a utilizar e Resultados a obter) para Portugal de sobreviver de forma Autónoma no Sistema Internacional?;

Não vejo nesta Coligação a resposta a estas fundamentais questões.
Em abono da verdade, também não as vejo por parte do maior partido da oposição.

Assim sendo, minhas amigas, meus amigos e prezados leitores, vou:
- Estudar outras forças, movimentos, partidos e suas propostas (se existirem);
- Em caso de não existirem votarei em branco.

Perdoem-me o ser directo,
Mas não sei ser de outra forma, nem quero o meu País a ser comandado por pessoas que o não sejam.
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Outra coisa é certa: A Direita (Democratas-Cristãos e Conservadores) ficam Órfãos de Representação Parlamentar.

É tudo por hoje.
Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
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