20 março 2015

REFLEXÃO / DIAGNÓSTICO
- O “Voto Útil”
– A atitude em Portugal, dos Portugueses, face ao Sistema Político
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(1) Verifico, com muita pena, que os meus concidadãos Portugueses, preferem de forma geral adoptar as seguintes atitudes:
1.1- "Descansar" no poder político,
1.2- Preferem transferir as suas responsabilidades para o sistema político,
1.3- Preferem não actuar e preferem deixar que actuem em seu nome para não terem que participar activamente.
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(2) Quando pretendem a Mudança, quando estão descontentes. O que fazem?
2.1- Quando querem encontrar um Novo Líder e uma Nova Equipa (o que é um facto da actualidade) não se dispõem a fazer nada, a não ser falarem muito, queixarem-se muito, dizerem muito mal de tudo e todos.
Mas isto só nos cafés, nas redes sociais, em jantares ou almoços com amigos, etc..
Mas não se dispõem a trabalhar para ajudar a levar ao poder Diferentes Pessoas, Diferentes Equipas, com Diferentes Propostas.

2.2- E mesmo que apareçam novas pessoas, com novas ideias, com novas propostas, logo se ouvem e leem várias desculpas que as pessoas dão, normalmente, e que são resumíveis nos seguintes argumentos:
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• - "É uma pessoa muito capaz, séria, com boas ideias, … MAS não tem hipótese de lá chegar, pois as sondagens … etc…"
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• - "Não é dum partido grande", logo não vale a pena votar nele/s, etc...
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• - “São pouco conhecidos” querendo com isso dizer que os jornalistas (das TV, Rádio e Imprensa) não os entrevistam e daí não vale a pena votar nele/s… ou seja, as pessoas regem os seus direitos de ESCOLHA, para a escolha que os meios de comunicação fazem.
Porque é que acha que a opinião dos jornalistas, (cidadãos como você), é melhor que a sua?
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• Outro argumento muito ouvido e lido é o de que: - “Não sou político” isto é a política é para os outros eu só voto ou eu só me abstenho. Ou seja transferem os seus Direitos de Escolha para outros… os “políticos” esquecendo os seus próprios Direitos Políticos de Escolher através do Voto quem os governará.
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2.3- E assim, com estas atitudes, as pessoas deixam que outros …. Decidam por si.
E com estes falsos argumentos, desistem de tentarem organizar-se para levar ao Poder Novas Pessoas, Novas Equipas, Novas Ideias, Novos Projectos, que queiram MUDAR a forma de governar a sociedade, e desprezam outras formas de encarar o Serviço à Comunidade, ou seja, aos Portugueses;
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(3) E quando, em Eleições, utilizam o seu ÚNICO Instrumento de Mudança - o Voto, o que fazem os portugueses?

3.1- A realidade tem demonstrado que os portugueses Votam no "seu clube" (partido) sem qualquer espírito crítico e sem cuidar de analisar se os ocupantes do poder delegado por eles (portugueses) actuaram bem, ou não, se governaram bem, ou não, e se são, ou não, merecedores da sua confiança em futuras eleições. Isto é, se são, ou não, merecedores de terem novamente o seu Voto, a sua Confiança.

3.2- A demonstração empírica, a Realidade dos Factos demonstrativa do que acima digo, está aliás feita, vejamos porquê:
- De há 40 anos a esta parte alternam-se no Poder PSD e PS que se apoderaram de Portugal e da sua riqueza, isto com o Voto ou a Abstenção dos portugueses, meus concidadãos.

3.3- Ou seja, as pessoas têm votado, á vez, (em termos ditos de "úteis"), num ou noutro.
Isto, muitas vezes (demasiadas) com o argumento do chamado "Voto Útil".

Ora, como está verdadeiramente demonstrado pela realidade dos factos, o “Voto Útil” só é útil para quem o Recebe e não para quem o Dá.

Ou seja, o “Voto Útil” não tem sido útil para a esmagadora maioria dos que o depositam nas urnas de voto.
Como aliás se tem visto de há 40 anos a esta parte.

3.4- Dito isto, deixo aqui uma pergunta para reflexão:
- Qual tem sido a utilidade, para Portugal, de termos um Centrão de Interesses a Governar o País, em que só mudam as Pessoas e não as Ideias, os Métodos ou os Programas ou os efeitos na População?
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(4) Em Resultado desta actuação dos cidadãos portugueses, verificamos que•
4.1- O sistema político está bloqueado, com a cumplicidade, e por vontade, dos portugueses.
Em consequência tenho alguma dificuldade de perceber portanto porque se queixam tanto.

Quando uma pessoa se queixa é porque se sente mal com o que lhe estão a fazer.
A consequência normal é que as pessoas que se queixam queiram mudar, e fugir do que lhes provocou a queixa, digo eu.

4.2- Sabendo muito bem de tudo isto, instaurou-se na mente dos ocupantes dos lugares de cúpula dos dois partidos um sentimento de Impunidade.
Isto é, de estarem acima de tudo e de todos, o que tem dado os resultados que estão agora à vista.

4.3- Por outro lado, tudo isto tem levado a um sentimento crescente de desânimo em muitos cidadãos portugueses.
Tal facto tem levado a uma abstenção cada vez maior, dando assim um sinal de desinteresse, mas também de desresponsabilização, ou seja de não quererem saber do poder.
Ora a Abstenção favorece quem ganha, dado o Método de Hondt que é utilizado em Portugal para escrutinar os resultados das eleições.
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(5) Daqui deriva a conclusão inevitável, embora dura e crua, de que a falta de cultura política da população portuguesa é um facto.
O que é curioso, dado que no tempo da 2ª República ou Estado Novo os oposicionistas clamavam por uma maior formação política dos portugueses.
Depois de assentes no novo Poder “democrático” é o que se vê:
- Desinformação constante, contra-informação, deturpação da História, etc...
Tudo aceite de forma voluntária pela maioria da população.
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(6) Bom, mas vejamos algumas Consequências desta situação:
6.1- Com esta actuação dos portugueses, o poder tem feito o que quer, desembocando no actual "Neo-Liberalismo Repressivo" (no dizer do Prof. Adriano Moreira) que está a empobrecer os Portugueses em geral.

A brutal carga de Impostos sobre quem trabalha e sobre os Reformados e Pensionistas, tirou-lhes dinheiro que lhes faz falta para a sua vida particular.

6.2- Esse dinheiro (de cada um dos Portugueses) desta brutal carga de impostos (que se tem vindo a agravar desde há vários anos a esta parte) tem servido para “engordar” os cofres do Estado, e têm sido aplicados em rotundas, pavilhões gimnodesportivos em aldeias de 600 pessoas, fontanários, auto-estradas a esmo, fundações que só servem os seus donos e os “boys”, empresas municipais para os “boys”, PPP’s, rendas da EDP e outras, na contratação de Assessores para tudo e para nada, etc…etc…

6.3- Com esta postura dos meus concidadãos, os detentores do Poder fingem preocupar-se com a abstenção, mas na realidade têm seguido em frente.
Os eleitos pelos abstencionistas e pelos votantes, continuam sem emenda;

NOTA FINAL:
Os meus queridos compatriotas e concidadãos têm-se esquecido que a Política DEVE SER uma MISSÃO de SERVIÇO a Portugal e aos Portugueses.

E por isso, têm que saber escolher quem SIRVA Portugal e não SE SIRVA de Portugal.

E parecem esquecer que os Cargos Políticos têm que SER TEMPORÁRIOS, para que não se adquiram Vícios de Poder e os consequentes eventuais abusos do seu exercício, que acabam por prejudicar Portugal e os Portugueses.

CONCLUSÃO:
Com esta atitude, os Portugueses, Não dão a Oportunidade e a Força necessária para que apareçam cidadãos diferentes, com experiência de vida prática e provas dadas, que sejam capazes de desenhar e implementar uma mudança de postura no exercício da Governação local, ou nacional.
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Até quando?
Portugal merece melhor?
Não acha?

À Vossa Consideração e Reflexão
Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
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